
Sempre tive esse vício de gostar de pessoas que não se sentiam da mesma forma que eu. Criava esperanças, projetava cenas em minha mente que nunca aconteceram e não acontecerão. Mas acredite. Não é a dor de vê-lo com outra pessoa que me incomoda, é a dor de saber que eu nunca vou tê-lo pra mim. Estou farta disso. Queria poder arrancar, retirar, vomitar, isso de dentro de mim. Esse carinho imenso que sinto pelo garoto mais idiota do mundo. Garoto do rosto singelo, do olhar viciante, da boca convidativa, da voz aveludada.
Tenho que parar com isso. Sinto vontade dele.(Toda hora)
Eu o procuro em todo lugar, toda rua, beco, praia, calçada ou restaurantes. Ele é uma dose. Nunca provei, mas o desejo é tão excitante.
Estou á um passo de enlouquecer, de surtar. Desconcerto-me quando converso com ele, quando rimos, quando nos olhamos. E quando eu percebo que não é nada demais para ele, a dor vem como uma avalanche de espinhos, cortando-me, arranhando-me. Observo meu sangue jorrar, abafando meu grito, mas fico parada. Olhando-o ir embora. (Garota-nostálgica)